sexta-feira, 26 de abril de 2013

Lágrimas acumuladas tapam meus olhos parados,
Sentada na berma da estrada prendo os cabelos molhados,
O pensamento arrepia, como a chuva me pesa,
Vejo o teu reflexo e desejo sentar-me à tua mesa,
Baralha lá as cartas e vira o teu grande jogo,
Pega nos teus trunfos e alinha bem o diálogo,
Puxa para a mesa o teu ansiado monólogo,
O quanto me queres, o quanto te sentes,
A mesma conversa e o quanto me mentes.

Sou eu, és tu, é o mundo e o segundo
É o tio e a tia o poeta e o mundo
É o sol que não resolveu nascer
E a chuva que não resolveu descer
É o mundo que conspira contra ti
E os sacrifícios que eu não vi
São todas as desculpas do abecedário
E poucas respostas no dicionário

Antigas ilusões que já nasceram desiludidas
Sonhos arrumados e algumas taras perdidas
Viagens em sintonia que travamos em pensamento
Pequenas alegrias que não passaram do momento
Conspirações e produções cinematográficas
Suspeitas irreais em dimensões neoplásicas
Nada de novo em cada volta em cada esquina
Um grande caminho que já perdeu a adrenalina
Mais uma volta e uma dose de morfina.
Ana Rego*

domingo, 14 de abril de 2013

Ilusões e um copo cheio



Alguém dizia:
- Não se pode encher um copo que já está cheio.
E eu perguntei nos limites da minha ingenuidade:
-  Será possível encher um copo que está cheio de vazio? 
Alguém responde:
- O teu copo não está cheio de vazio... está é cheio de ilusões! Queres continuar a enche-lo?


Ana Rego*




quinta-feira, 4 de abril de 2013

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Meu amor, um dia dediquei-te todos os meus surtos de inspiração, dediquei-te palavras, rimas, músicas, sentimentos e promessas. Pergunto-me como será o dia em que nem uma palavra soar com o teu nome em eco. E como te vais sentir sem este amor...


Ana Rego*

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Deixa voar.


Antes que alguém se afogue em tanta corrente, uma pessoa vai abrindo a mão, vai perdendo o peso e vai respirando fundo.


Ana Rego*