Não tens amor guardado no peito, só pequenas dores que te vão levando a jeito. Amor tens na cabeça, quando pensas e sentes saudades, quando desesperas ou imaginas outras verdades.
Não sabes onde se guarda o amor, mas na cabeça não deve ser com certeza, pois toda essa dureza, de pensar e sentir com palavras é demasiado amarga.
Um dia vais transbordar de amor e vais deitar este fora, porque a cada hora, morre um pouco de ti, e essa pequenez vai embora.
Mas não te desesperes com estas palavras, são curtas e parvas, como tu que não o soubeste guardar no lugar certo, não o trouxeste para mais perto. Deixaste-o na cabeça a pensar que saberia encontrar o lugar sozinho mas enganou-se no caminho e já não soube voltar.
Pobre rapariga, apetece-me abraçar-te de tão inocente que és, enquanto não cresceres não ponhas sapatos nos pés e aproveita para correr na rua, pisa a relva que ela é tua, como não foi esse amor.
E no fim guarda este texto, para que um dia te lembres do contexto e ainda do seu desfecho …De um amor que achavas não ter fim.
Ana Rego*

Sem comentários:
Enviar um comentário